O Ceilândia é o Gato Preto do Distrito Federal: camisa listrada em preto e branco, arquibancada fiel e uma história que carrega a cidade no peito. Nasceu em 1963, virou profissional no fim dos anos 70 e hoje manda seus jogos no Abadião, onde a quebrada se encontra para empurrar o time.

Time tradicional, mas com uma nova identidade
A trajetória começa como Dom Bosco, em 1963, na Vila do IAPI, ideia do Seu Chicão e de uma turma que queria jogar e representar a comunidade. Em 1977 veio a profissionalização e, em 25 de agosto de 1979, o passo que deu identidade definitiva: o clube é renomeado e refundado como Ceilândia Esporte Clube. Dali em diante, o Gato Preto começa a escrever capítulos que saem do bairro e ganham o Distrito Federal.
O nome e as cores
Do Dom Bosco ao Ceilândia, a mudança foi mais que formal. O clube assumiu o nome da cidade e manteve o alvinegro inspirado no Botafogo, paixão do fundador. A camisa listrada virou marca registrada, símbolo de um time que joga duro e não se esconde de jogo grande.
As casas do Gato Preto
Desde 1983, o endereço é o Estádio Maria de Lourdes Abadia, o Abadião, em Ceilândia. Foi ali que o time ergueu taça, derrubou favorito e fez do bairro um caldeirão. Em jogos pontuais, o clube também já atuou no Mané Garrincha, em Brasília, sem perder o sotaque da sua casa.
Feitos que contam a nossa história
Em 2010, o Ceilândia virou a chave: título do Candangão no Abadião, quebrando a sequência hegemônica do rival e carimbando passaporte para a Série D e Copa do Brasil. Em 2012, veio o bi estadual após campanha consistente nos turnos. Em 2022, o clube assinou presença no cenário nacional ao chegar pela primeira vez à terceira fase da Copa do Brasil, eliminando Londrina e Avaí antes de encarar o Botafogo.
Estrutura
O Gato Preto treina na Cidade do Gato, centro de treinamento construído entre 2011 e 2012 que colocou o clube em outro patamar de trabalho. É dali que saem elencos competitivos e gente da base pronta para o profissional.
Símbolos
O escudo leva a Caixa d’Água de Ceilândia, cartão-postal e memória da cidade. A camisa listrada e o apelido Gato Preto contam quem somos antes mesmo do apito inicial.
Clássicos
Ceilândia e Gama já escreveram jogos pesados no DF, com vitórias marcantes no Abadião e duelos que mexem com a cidade. Contra o Brasiliense, o clube também tem capítulos de viradas e finais que moldaram a identidade vencedora dos anos 2010.
Quem somos hoje
Tradição de bairro, competitividade de clube grande do DF e um projeto que olha para frente. O Ceilândia joga com a cara da cidade, revela talentos e segue batendo de frente em estadual e copas, com o Abadião como palco e a torcida como combustível.